O oito e o oitenta

Nob Bunrith pediu a um místico Hindu para lhe fazer estas tatuagens quando se alistou no exército para combater, nas selvas do Camboja, os Khmer Vermelhos. Ainda hoje acredita que lhe salvaram a vida. Agora que a paz chegou, pega ao colo, com ternura, a sua filha de três meses.


Esta fotografia resume a impressão que me ficou das duas semanas que passei no Camboja. Encontrei um país de contrastes entre o antes, das décadas de guerra e dos anos dos Khmer Vermelhos, e o agora, do tempo de paz, com muita dificuldade, mas também muita esperança.
É-me difícil relacionar as pessoas com que contactei com o horror do período dos Khmer Vermelhos. Será possível passar do oito para o oitenta?

 

Batambang