De Manali a Leh / From Manali to Leh

Este video marca o início da última etapa da nossa viagem à India.

Depois de alguns dias, de papo para o ar, em Manali eu e o João Almeida seguimos caminho para Leh (no Ladakh). Primeiro até Leylong, one ficámos duas noites. Depois 16 horas memoráveis até Leh (aqui traduzidas em dois minutos).

Não é fácil de explicar o que é todo um dia de travessia dos Himalaias com paisagens incríveis (e precipícios assustadores). Neste autocarro formou-se um grupo de viajantes que se manteve unido o resto da viagem no Ladakh.


This video marks the start of a new stage of our trip in India.

After some days in Manali, on a dolce far niente mode, João Almeida and I started our trip towards Leh (in Ladakh). After a quick bus to Keylong, where we spend two nights, we had a 16 hours bus till Leh. This video is two minutes. Just imagine a full day of these landscapes (and cliffs). It was such an adventure that in it was born a group of friends that lasted all our trip in Ladakh



Nas Aldeias de Bajawa - Flores - Indonésia

No verão de 2016 estive, cerca de um mês, no Sudeste Asiático. Passei por Singapura e Malásia. Mas, a maior parte dos dias foi passada na Indonésia. Aí fiquei quase três semanas na Ilha de Flores. Um dos locais que mais me marcou foi Bajawa e as aldeias que a circundam.

Bajawa é uma pequena cidade de montanha no distrito de Ngada. É um destino turístico fora do circuito “main stream” de Flores. Apenas com uma dúzia de pequenos hotéis e pensões.

A cidade situa-se a 1.200m de altitude e tem um clima muito próprio. As noites chegam a ser frias e o capacete de nuvens quase nunca deixa ver o horizonte. Porém, a região de Bajawa é bem mais que a sua cidade. Ela está coberta com uma floresta luxuriante, daquele verde que até dói de olhar, e vários vulcões activos. Mas, o emblema da região são as muitas aldeias tradicionais do povo Ngada, plantadas à volta do Gunung Inerie, o mais imponente vulcão da região. Dizem que nas suas colinas se cultiva um dos melhores cafés do mundo!

Ao contrário das muitas aldeias “típicas” que costumo encontrar, estas coexistem com o turismo, e não, por enquanto, para ele. As únicas ligações ao turismo são o guest book que somos convidados a assinar (e a fazer uma pequena contribuição) e os panos e sarongues artesanais que estão pendurados, para venda, nas pequenas casas de madeira. Tirando isso, vamos vendo a vida a desenrola-se à nossa volta.

As aldeias, como muitas na Indonésia, têm, no seu centro, um grande espaço comunitário que serve para quase tudo. Aqui é colocado o café a secar, os cães dormem ao sol e as galinhas passeiam descontraidamente. Neste espaço também se enterram os mortos, em sepulturas despretensiosas que rapidamente passam a fazer parte do “mobiliário urbano” que as crianças usam nas suas brincadeiras. As casas de madeira, orgulhosamente decoradas e bem alinhadas, demarcam os limites da aldeia.

As aldeias são muitas, e apesar de distantes umas das outras, algumas são facilmente visitáveis de carro (ou melhor ainda de moto). Outras são remotas e requerem um trekking com um guia local. Aproveite o tempo para intercalar a visita às aldeias com outras actividades (para não fartar). As fontes termais, com água quentinha do vulcão, são bem boas para uma pausa relaxante. Visitar uma plantação de café é outro passeio marcante. Já viu de onde vem aquele pó castanho que bebemos?

Comece por Bena, a mais visitada delas todas. A partir daí é sempre a melhorar. Wogo, Belaraghi, Gurusina, e as ainda menos visitadas Bela, Tololela e Luba, são nome que, apesar de confusos, vão ficar na sua memória (todas elas de fácil acesso).

Ryan Soi Radjo, um guia local, pode explicar-lhe a história da região e leva-lo a algumas aldeias que estão fora do circuito automóvel, leva-lo ao karaoke ou ensinar-lhe a forma de dança local (que dá para todas as músicas). Pode contacta-lo em ryansoiradjo@yahoo.com ou pela sua página de Facebook “Ryan Happy Tours”.